Mato-grossenses consolidam no Pix uma nova forma de pagamento

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Modalidade de transação financeira proporciona agilidade e melhora o fluxo de caixa das empresas

Com uma movimentação de R$ 36,5 bilhões em Pix somente em agosto, Mato Grosso já acumulou, nos oito primeiros meses de 2026, o montante de R$ 270 bilhões. O volume financeiro é 14,96% maior em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados divulgados pela Fecomércio-SE e analisados pela Fecomércio-MT.

Apesar da retração na movimentação em relação ao mês anterior, o montante registrado em agosto também é 12,17% superior ao observado no mesmo mês de 2025. Os números consolidam o Pix como um dos meios de pagamento mais utilizados pelos brasileiros, segundo o Banco Central do Brasil.

O levantamento mostra, ainda, que desde abril o estado mantém um patamar superior a R$ 35 bilhões por mês em operações via Pix, contribuindo para a circulação de recursos na economia local. O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), destacou a mudança de hábito observada entre consumidores e empresários.

“Essa manutenção do volume de transações demonstra que o Pix já está totalmente incorporado à rotina de consumidores e empresários mato-grossenses, contribuindo para dar mais agilidade às transações e ao funcionamento da economia.”

Detalhamento mês a mês em 2026

  • Janeiro: R$ 28,9 bilhões
  • Fevereiro: R$ 27,8 bilhões
  • Março: R$ 31,8 bilhões
  • Abril: R$ 37,8 bilhões (maior volume do ano)
  • Maio: R$ 35,1 bilhões
  • Junho: R$ 35,2 bilhões
  • Julho: R$ 36,9 bilhões
  • Agosto: R$ 36,6 bilhões

Sobre o desempenho da modalidade, o presidente também destacou a redução de custos operacionais e a agilidade proporcionada no recebimento dos valores pelas empresas.

“A adesão crescente dos comerciantes ao Pix está relacionada à praticidade e à agilidade que a ferramenta oferece. O recebimento instantâneo dos valores melhora o fluxo de caixa das empresas e, em muitos casos, reduz os custos das operações quando comparado a outros meios de pagamento, o que contribui para a expansão dessa modalidade no comércio”, completou.

Dificuldade no acesso ao crédito impulsiona uso do Pix

A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), divulgada no início de setembro pela Federação, revelou uma dificuldade crescente na obtenção de crédito por parte dos consumidores. O levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou que o percentual de famílias em Cuiabá que relatam dificuldade para obter crédito passou de 40,3% em maio para 48% em agosto.

Nesse contexto, Sebastião Gonçalves observou que o crescimento do Pix pode estar relacionado à maior utilização de recursos próprios pelos consumidores.

“O crescimento expressivo do Pix sugere que as transações à vista ganharam ainda mais centralidade. O consumidor, com menos crédito disponível no mercado, passa a depender diretamente de sua renda líquida imediata para movimentar a economia.”

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